Parte I: A carência é a raiz dos problemas?

     É tão difícil lidar com as mudanças. Quando essas mudanças são frutos das frustrações, a dor é ainda mais teimosa. Meu coração estava (está) confuso e inundado de insegurança. Quero acreditar que isso foi culpa de uma pessoa (é bem mais fácil culpar os outros que a si), todavia ele, embora mal intencionado, não é o único responsável pelo meu coração devastado.
     Depois de muito refletir, percebi que ainda tenho um longo caminho até, de fato, aprender a lidar com os problemas que ficar longe da família e da estabilidade me trouxeram. Chegar em casa depois de um dia difícil e não ter um porto seguro é um grande desafio. Poucos, me atrevo a dizer só os que passam/passaram por isso, são capazes de entender o turbilhão de sentimentos.
    Quando a euforia da mudança passa, a rotina se estabelece e as dificuldades vêm, o coração começa a sentir. No começo, de maneira silenciosa, depois começa a dar poucos sinais, os quais você percebe, mas faz questão de ignorar. Assim nasceu um monstrinho dentro de mim. Ainda preciso decidir o nome dele (tenho a mania de dar nome às coisas).
   
       


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